…
Vows are spoken
To be broken
Feelings are intense
Words are trivial
Pleasures remain
So does the pain
Words are meaningless
And unforgettable
Nunca gostei muito da versão dos Depeche mode desta música e há conta da série Vampire diaries descobri a versão dos Anberlin, uma banda até aqui desconhecida.
Hoje foi o dia dos Namorados e acreditem que ninguém à face da terra podia esquecer este dia. Só se via vermelho, corações e “Amo-te” espalhados por todos os lados que até enjoava. Saí de casa na ideia de um almoço de amigas na Covilhã, que acabou por se tornar bem divertido. Finalmente comi uma francesinha, ou tentei, porque de facto quem é que come uma coisa daquelas inteira?? Impossível. Bem que me esforcei por comer um pouco mais de metade mas tudo tudo não era capaz..bahhh.
Seguiu-se um gelado e um café no shopping apinhado de crianças e pais ou avós que os substituíam. Por mim passaram: uma astronauta, uma branca de neve, uma dálmata, um estudante universitário com a capa ao avesso e muitos mais artistas que agora não recordo. Penso que mascarar as crianças no Carnaval, sobretudo aqueles miúdos mesmo pequenos (que ainda nem as fraldas deixaram ou não distinguem o real do irreal) serve mais para satisfazer o desejo parental de provar que os seus filhos não ficam atrás dos outros e até já escolhem o fato (Como se eles soubessem a diversão que o fato de branca de neve traz em função do fato de dálmata??). Mas para quê pensar duas vezes? O menino quer um fato, arranja-se um fato.
Enquanto conduzia no regresso a casa, pensava nesta “evolução de ideias”. Do que me lembro da infância, não era muito usual haver miúdos mascarados a passear com os pais ao fim de semana. Havia realmente um desfile de mascaras anual, onde todos os infantários participavam e ficávamos por aí.
A minha mascara favorita era de médica, porque era a mais simples. Uma bata branca, uns paus de madeira coloridos (que se usam para ver a garganta dos miúdos) e um estetoscópio de um elemento da família chegavam perfeitamente e melhor que isso, eram poucos os que conseguiam igualar o feito, porque os estetoscópios verdadeiros não se vendiam por aí como rebuçados. Os que não tinham estetoscópios em casa, ficavam satisfeitos com umas seringas que a tia enfermeira arranjava, ou com o chapéu de cowboy e arma que a mãe comprava, mas na generalidade dos casos, não havia grandes invenções sendo que o lápis preto de maquilhar era um dos acessórios principais para uma cara bem pintalgada.
Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades…
PS – Descobri finalmente o pintor que tanto gosto. Conhecia a maior parte dos seus quadros mas nunca fixei o seu nome. É Gustav Klimt. No IKEA encontrei uma cópia pálida de uma tela dele (Water Serpents II)
e na AREA encontrei um poster dele (The Tree of Life),
mas o que mais me fascinou, ainda não o vi em lado nenhum: o beijo, ou parte dele.
E vocês perguntam: que raio tem este quadro de especial?
Caros leitores, este quadro consegue fazer-me parar. Gustav Klimt conseguiu realmente captar as emoções que envolvem um beijo sentido. Um dia vou comprá-lo (mais uma coisa a fazer que vai já para a lista das 100 coisas), não porque desgoste dos quadros novos que tenho no quarto, mas porque este é aquele que realmente me satisfaz, desde que o vi pela primeira vez no livro de Filosofia. Afinal eu gosto de Arte, sempre gostei



Publicado por Elphabaa 


