Nouvelle Vague – “Dance with me”

30/11/2009

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O momento X

Depois de uma conversa entre amigos, concluiu-se que o momento X é afinal aquele momento por o qual todos passamos uma vez na vida e que se resume a : Que raio vamos fazer agora?

É aquele momento em que estamos perdidos de todo, divididos com o resto da vida que ainda está por vir. A tese ou o trabalho final de curso começa a chegar ao fim, vem o primeiro emprego e tudo aquilo pelo qual lutámos até aqui.  Lenta ou rapidamente – consoante o caso, deixamos as calças de ganga, as sapatilhas, as t-shirts guardadas no armário, para usar ao fim de semana. As camisas , as calças vincadas e os sapatos começam a ser rotina. Ficamos num mundo de adultos, onde é suposto comportarmos-nos como adultos e esquecer que apenas temos duas décadas de vida. Sobrepõem-se a questão: É isto?

Até chegarmos alguma conclusão, derivamos completamente. Porque para retirar conclusões é preciso tempo, e catalisadores ou adjuvantes são sempre má opção. Fora isso, somos uma cambada de insatisfeitos, porque temos tudo o que queremos ou sonhámos, mas só estamos felizes quando ambicionamos um pouco mais. Uma vantagem, temos de certeza: aprendemos com os erros, ou deveríamos aprender. É próprio do ser humano, dizem as más línguas.

A ver vamos, como diz o cego.


EzSpecial – “Segredos”

28/11/2009

Não sou adepta de música portuguesa, pelo contrário, mas gosto do ritmo desta musica. A letra não me diz muito (diz-me pouco ou nada), é demasiado romântica e só reparei na música porque passa muitas vezes na radio.É engraçada!

Mas não foi isso que me levou a escrever este post. Ontem terminei de ler um dos livros de Karen Marie Moning e fiz algo que não repetia desde a saga Luz e Escuridão: li o livro em dois dias, cerca de 200 páginas em cada noite. Foi-me impossível parar. Não é um livro sobre vampiros, muito menos elfos. É um livro que se desenvolve na Escócia (esse sitio fantástico que um dia gostava de conhecer..lista das 100 coisas) e que envolve romance e viagens no tempo. Passo a citar as palavras de uma amiga bookcrosser, relativamente a este livro:

O que mais gostei:
- O humor presente na história;
- A descrição dos “apetecíveis” Highlanders =P;
- O final.
- A frase usada nos votos de casamento dos druídas:

“Algo a perder-se, que seja a minha honra pela tua. Algo a ser repudiado, seja a minha alma pela tua. Chegue a morte quando chegar, seja a minha vida pela tua. Entrego-me.”

Há livros fantásticos, não há?


Nouvelle Vague – “Ever Fallen In Love”

26/11/2009

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(…)
Mas aqui nesta mesa a certas horas
Sentiste por vezes quase como um perfume
O espírito do tempo e o frenesim
Da breve roçagante inigualável vida
Multidão que passava em direcção à noite

Eu sempre gostei de Arte Nouveau e cada vez gosto mais. Talvez um dia, consiga colocar numa sala da minha futura casa, um vitral semelhante ao do Vertigo. Para quem ainda não sabe, o Vertigo é só o meu café favorito de Lisboa que até à data, ainda não foi ultrapassado por nenhum outro que conhecesse.

Hoje teria sido bom tomar lá um café e descontrair um pouco. Talvez no fim de semana consiga passar por lá.


Anya Marina – “Satellite Heart”

25/11/2009

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Não falta muito para o filme estrear e eu, como uma boa leitora e fã da história, conto os dias com alguma paciência. Tema muito batido, filme lamechas é o que toda a gente diz, mas a verdade é que para quem leu os quatro livros, os filmes acabam por tomar outra dimensão. Mas falando de coisas interessantes que compensa sempre saber, reparem no que eu tenho descoberto:

  1. A dançar o “Mama Mia” com a R.; percebi que sou pouco dada à improvisação, pelo menos a dançar aquela musica. Solução: brincar com um balão enquanto ouvimos a musica na mesma. Ela tira-me do sério, consegue realmente distrair-me. É uma miúda impecável que mal me vê, salta para o colo, abraça-me com toda a força que tem e dá-me um daqueles beijos que só os miúdos conseguem dar.
  2. A Leopoldina, lembram-se do "pombo do natal do continente…". Vocês já repararam que ela este ano está muitoo mais elegante (para não dizer magra até dizer chega). Sozinha não teria reparado neste aspecto, mas alguém ajudou a notar: A Leopoldina fez uma lipoaspiração, para andar na moda como todas as outras aves. Se não reparem:

Em 2008

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Faded Paper Figures – “Polaroid Solution”

24/11/2009

Sunrise 

Quem teme ser vencido tem a certeza da derrota.
Bonaparte, Napoleão


Oasis – “Let There Be Love”

24/11/2009


Sarah McLachlan – “Fallen”

23/11/2009

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I hope so.


The Fray – “you found me”

22/11/2009

 

Agora de volta ao quotidiano, posso dizer de forma resumida que Paris foi: fantástico. No inicio custou bastante, mas depois acabou por correr bastante bem. A residência que era horripilante à primeira vista, tornou-se o ponto de abrigo. Conheci novas pessoas, novas culturas e aprendi bastante. Se voltasse atrás no tempo, voltaria a candidatar-me. Vou apenas deixar algumas fotos dos últimos dias.

O meu grupo de trabalho na faculdade, todos franceses e bem simpáticos.

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A foto típica, nas escadas da faculdade enquanto eu e Ana (amiga espanhola) bebíamos café.

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No Louvre..

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Eu e a Tanea na Gare du Nord..esta foto só resultou à segunda tentativa porque um determinado engraçadinho, resolveu recortar-me da foto na primeira tentativa. Implicativo!

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Peter, Bjorn & John – “Young Folks”

19/11/2009

Geia sou.. (olá em grego, de acordo com a minha colega no curso)

As coisas nao estao assim tao más, pelo contrário, estou a gostar. O curso melhora de dia para dia..eh eh

Ja terminei o livro que trouxe. Nao é nada de especial, pelo contrário, sao várias historias de amor escritas pela Margarida Rebelo Pinto, portanto nao é de todo uma reliquia. Houve apenas uma parte que gostei e que vos deixo:

Pega no telefone e liga-lhe, nao tens nada a perder. Mais vale saberes que tudo terminou do que viveres com as laranjas todas no ar, qual malabarista exausto, sem saberes nem como nem quando elas vao cair. (…) E quando todas as laranjas cairem, apanha-as  com cuidado, guarda-as num cesto e muda de profissao. O circo é para quem nao tem casa nem país, nao é vida para ninguem. Guarda as laranjas num cesto, leva-as para casa e faz um bolo de saudades para esquecer a magoa. Larga as laranjas e muda de vida.

Bem, outro dia a almocar baguete, mas de tarde ha passeio. =)

M. ontem lembrei-me de ti, no bar em que estivemos. Ias gostar de certeza. Open mind! Ias gostar pela musica, pelo ambiente, por tudo.. ;)

beijos para todos..


Beck – “Nausea”

17/11/2009

Está quase na minha hora de dormir, mas acabei por fazer um post, a pedido de muitas famílias. De forma resumida:

Os cursos Athens em Paris são uma FRAUDE!

Acreditem em mim. Há muita gente a queixar-se. Eu convencida que vinha para cá a ouvir falar dos diferentes tipos de sistemas de abastecimento de água com todos os pormenores técnicos e afinal estou a levar com estatísticas, problemas sociais, vantagens das empresas de distribuição de agua publicas versus privadas. Epa, onde está a engenharia disto. Toda a gente se queixa! Ainda por cima, querem que trabalhemos sem eles próprios saberem no que vamos trabalhar. Sim, porque hoje é terça à noite e só amanha de manha é que eles nos vão dizer em que é suposto trabalharmos durante. (ou não..) Que merda! Que falta de organização!

Antes que me esqueça, aqui fica a foto do meu quarto. A turca abandonou (sorte a dela), daí que eu uso a cama do andar decima, apenas no gozo. quando quero ler, sem ver o pseudo-sorriso da holandesa.

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Achei alguma piada a esta estátua, não me perguntem bem o porquê. A maioria destas fotos foram tiradas durante o fim de semana, quando ainda havia tempo livre. Esta em baixo, foi num jardim ao lado da Mines Paris Tech, durante a pseudo-visita guiada.

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Aqui fica mais uma tirada durante a visita guiada. Esta aqui foi frente Sorbonne.

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E esta também,

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Next day:a maior desilusão da minha vida, Pompidou. De hoje em diante, sempre que me cruzar com um casal gay na vida, vou :

  1. Lembrar-me do que passei no Pompidou;
  2. Das caras quando saímos do “quarto escuro”, onde visualizamos um filme que supostamente revelava em si a Arte.
  3. Da porcaria do filme por fotografias, das quais acho que por muito que tente nunca vou esquecer.
  4. Por fim, ao recordar isto tudo, vou esforçar por não vomitar.

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Pelo menos durante, um tempo podemos dizer que o museu foi nosso. Seriamos nós, os alunos, a guia e o museu. Mas nem isso compensou a ultima visão, porque a matreira da guia deixou para o fim de propósito, não fossemos nós ter uma boa ideia do museu.

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Metálicas, Metálicas, Metálicas, Metálicas, Metálicas…

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Há gente tão implicativa e mau feitio..

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Claro que neste dia passeamos imenso e até andámos de barco, mas antes disso, tive esta visão:

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Ah, e eu sei que me queriam ver de gorro, mas fica para a próxima ;)


Matisyahu – “King without a Crown”

14/11/2009

Hello..

Ahh, como isto corre bem. Estou adorar cada minuto. Como apenas temos internet no hall de entrada, desta vez estou sentada em cima da pobre mochila, caso contrário não resistia a este mosaico.

Para resumir, uma vez que tenho uma festa para ir, aqui ficam os tópicos principais:

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A vista do quarto do Rafa e do Esteves (dois dos três tugas simpáticos com quem fiz a viagem. São de electro do IST.)

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Eu e o Joca na sessão de apresentação. (o terceiro elemento)

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O Rafa e o Esteves na sessão de apresentação.

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Aqui estou eu na escadaria da entrada do museu de mineralogia da MINES ParisTech.

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Enquanto começava a apresentação, entretemos nos a tirar fotos com os diferentes programas que máquina tinha. Imaginem no que dá a falta de café. Sim, porque aqui o café é brincadeira. Eles querem é a coisa em quantidade, não fazem ideia do que é qualidade.

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Como verdadeiros tugas, o alves, eu e a tania aproveitámos para tirar várias fotos e tentar encaixar a torre eiffel lá ao fundo, mesmo que esta se confundisse com um enorme poste.

Depois desta tirei muitas mais fotos, entre as quais a tipica:

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A frase do dia é: “Ai Jesus senhor, que a grua vai cair..” (autoria do Esteves)

Ao revoir..


Pinback – “Fortress”

12/11/2009

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A menos de um dia de distância. =D Se trabalhar um pouco até lá, a coisa corre bem. Estive 4 horas acordada sem o meu café da manha, que tanta falta fez. A vantagem disto:

- O J. tornou-se engenheiro, para meu orgulho. 

Só por isso, já valeu a pena.


Greg Laswell – “Off I go” Part 2

11/11/2009

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Ter que trabalhar às vezes dá nisto: acabar a ler umas tiras de BD para compensar.


Greg Laswell – “Off I go”

11/11/2009

 

2 dias.

Até aqui, terei que trazer: um postal, um emblema e uma francesa (não sei onde a vou meter, porque a mala está cheia).


Katie Herzig & Matthe Perryman Jones – “Where the Road Meets the Sun" Part 2

09/11/2009

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Já me questionei várias vezes sobre a eficácia da lavagem da loiça em mim, mas concluo sempre que o mesmo. É inevitável para mim, é tão automático, que o meu cérebro divaga 99% do tempo, sobrepondo a sua vontade a tudo e todos. Não me interpretem mal, quando digo que é um processo automático, porque não é algo que eu goste muito de fazer. Sou completamente contra o uso de avental. (sempre do contra, não é?) Ainda me lembro perfeitamente de ouvir a minha avó dizer:

“Alexandra, põe o avental, vais sujar a roupa toda.”, “Não, não. Eu não sujo nada.”

Invariavelmente eu acabava por sujar, até aprender o truque certo, aquele que me permitia lavar a loiça e divagar. Bastava começar a olhar para qualquer coisa e a mente lá ia, podia ser um mosaico, podia ser um boneco de porcelana, qualquer coisa servia para me distrair. As falhas nas juntas também serviam.

Hoje foi a minha vez de lavar a loiça (como é todos os dias, porque a nível de tarefas, a divisão da casa com o R. é feita de forma literal, como a cozinha é minha e a cantina é dele, bem, vocês percebem). Enchi o lava-louça com agua e detergente, ponderando sempre a hipótese do avental, até que instantes antes de colocar as mãos em água decidi contrariar os hábitos e fui busca-lo. Eu não sou “criatura de hábitos”, mas gosto de saber com o que conto, gosto de quebrar rotina de vez em quando, porque a pior coisa que posso obter é a monotonia.

Não, antes que questionem, não foi esta a conclusão que cheguei hoje. Conclui que preciso de dormir uma boa noite de sono, porque quando não durmo o suficiente, fico insuportavelmente infantil e sarcástica, no fundo, fico impossível de aturar. Torno-me cruel. Além daqueles dois sintomas também consigo beber mais café do que normal (3 cafés e um descafeinado), de modo a manter-me acordada e consigo arrumar na hora, tudo o que queria ter arrumado no dia anterior.

Conclui que gostava muito de subir ao topo de um prédio e apreciar a vista nocturna, com uma chávena de chá. Apenas porque sim. E conclui, que por mais infantil, por mais insuportável que eu esteja hoje, depois de trabalhar, vou voltar lá, não porque seja uma criatura de hábitos, mas porque foi simplesmente agradável e porque me mata 1/5 das saudades relativas ao síndrome de quem não vai a casa. Cidade Horrível!

Ah e pelo “amor da Santa”, vamos lá assentar os pés em terra.